”Política é destino”, dizia Napoleão Bonaparte. E Simão complementa: é também comédia. Pelo menos é o que fica nítido na obra do poeta Simão Pessoa, Folclore Político do Amazonas, ao relatar comicamente os mais hilários episódios do cotidiano contemporâneo da política amazonense.
Inúmeros personagens, figuras públicas e autoridades compõem esse cenário de comicidade e política, desfilando pelos fascinantes causos descritos pelo autor. O debate de 82 entre Gilberto e Josué, as eleições no Estado e nos barrancos do interior, as tiradas de Fábio Lucena e dos pioneiros do ”Pecebão” no Amazonas, dentre muitos e muitos outros causos da política amazonense.
É assim que nos divertimos com as situações inusitadas, e as vezes, ate escandalosas que perpassam os causos do folclore politico do Amazonas, bem escritos por Simão.
E, parafraseando uma das expressões usadas pelo autor,”é ler pra crer”.
Folclore Político do Amazonas tem o mérito, enfim, de expor incidentes humorísticos da mais recente fase de políticos amazonenses (três últimas décadas), num estilo simples e fluente, revelando dois aspectos do convívio com o poder e outros fenômenos políticos: o lado cômico da dura saga que é construir a história e a tragédia que tem sido fazer esse tipo de política que se estabeleceu na província das amazonas.