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O colunista Ricardo Noblat afirma, em nota publicada às 10h desta segunda (16/08), que o senador Eduardo Braga pode entrar no governo Bolsonaro. Ele estaria cotado para o Ministério das Minas e Energia, cargo que já ocupou durante o governo de Dilma Rousseff. A entrada de Braga, que não esconde a intenção de concorrer ao Governo do Amazonas, estaria inserida nos acordos para fortalecer Bolsonaro no Congresso Nacional. O único problema é que o MDB, partido do senador, não apoia o presidente, pelo menos oficialmente. Outra questão é que simpatizantes de Bolsonaro no Amazonas “detonam” Braga nas redes sociais. Ele não faz parte do arco de alianças dos líderes de movimentos que apoiam o presidente no Estado. O almirante Bento Albuquerque, atual ocupante da pasta, não teria problemas com o presidente, segundo Noblat. A questão é mesmo a necessidade de abrir vagas para o famoso “é dando que se recebe”, espécie de máxima do Centrão.   Ministro O período de Eduardo Braga como ministro das Minas e Energia (1º/01/2015 a 20/04/2016) de Dilma não traz boas lembranças para o Amazonas. O Estado foi incluído nas bandeiras tarifárias de energia mais caras, apesar de não ter nada a ver com a falta de água que causou problemas às hidrelétricas em outras regiões. Braga também deixou tudo pronto para a privatização da Amazonas Energia, que agora pertence a um grupo privado.

Centrão O Centrão, segundo a Wikipédia, é um “conjunto de partidos políticos que não possuem uma orientação ideológica específica. Tem como objetivo assegurar uma proximidade ao poder Executivo, de modo que este lhes garanta vantagens e lhes permita distribuir privilégios por meio de redes clientelistas”. O presidente Bolsonaro, diante do enfraquecimento do apoio para aprovação de leis no Congresso, tem feito mais e mais concessões a esse grupo político. Um dos principais expoentes é o presidente do PTB, Roberto Jefferson, que foi preso por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Também são considerados integrantes do grupo Rodrigo Maia (DEM/RJ) e Arthur Lira (PP/AL).

Portal Marcos Santos