“Saem os militares e entram os religiosos”: Moisés Mendes aponta mudança no núcleo bolsonarista

“Houve uma passagem de bastão do bolsonarismo, do poder militar para um poder religioso”, afirma o jornalista

Por> Moisés Mendes 

 O jornalista Moisés Mendes destacou a ausência de figuras militares no ato pró-Bolsonaro promovido no último domingo (25) na Avenida Paulista, em São Paulo, e falou em uma “passagem de bastão” no bolsonarismo, dos militares para o segmento empresarial-religioso. “O que aconteceu foi uma mudança de fotografia do que é a extrema direita brasileira e do que é a base do Bolsonaro. Houve uma passagem de bastão do bolsonarismo, do poder militar, que não existe mais. A passagem desse poder que tinha possibilidade de sustentar um golpe para um poder religioso”.

“O Bolsonaro não queria apresentar uma foto para o mundo? A foto é essa: saem os militares do lado dele – sai o Braga Netto, o Augusto Heleno, saem todos aqueles que eram a tutela do governo – e agora ele faz uma apelo para o suporte religioso. Saem os militares, o véio da Havan, e vem o Malafaia, um suporte de parlamentares da linha religiosa”, complementou.

Sobre o empresário-pastor Silas Malafaia, responsável pela organização do ato, Moisés Mendes sugeriu que o personagem está buscando se cacifar para disputar o espólio de Jair Bolsonaro – que está inelegível – na política. “O Malafaia está se habilitando a ser alguma coisa nesse entrevero que tem o Tarcísio, que tem o Zena, que tem o Caiado; essa turma que está disputando esse espólio. Nós estamos caminhando para alguma coisa que transfira o poder no Brasil para o poder evangélico”.

 

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